SER SÓ...ESTAR SÓ...OU SENTIR-SE SÓ? A DIFERENÇA DE CADA SOLIDÃO
Quando alguém é só, por livre escolha, raramente descreve seu viver como solitário, mas sim como independente, livre para decidir, planejar, resolver, acertar e errar... só! sem interferências...
O estar só é uma condição temporal e, portanto, dispensa maiores citações. Alguém está só por algumas horas, dias, meses ou ano, mas convive com a possibilidade de a qualquer momento deixar de estar e, em geral, tal experiência não incomoda.
Diferentemente dessas ou daquelas, há pessoas em que o "ser só" representa uma condição imposta por diferentes circunstâncias existenciais, onde descrevem uma vida vazia, pobre de emoções saudáveis.
Essas pessoas se queixam de uma profunda carência afetiva e independe da condição real de se estar ou não acompanhado. Mesmo estando junto de uma ou muitas pessoas, sente-se só... perdido...abandonado.
Por que isso acontece?
Porque a solidão do sentir-se só, tem uma carga muito mais emocional do que a realidade permite.
Porque cada um é responsável por sua própria solidão, mas... reconhecer não é nada fácil.
Porque, muitas vezes, só com uma orientação profissional (psicólogo), é possível reconhecer a si próprio e entender o quanto a solidão esconde uma extrema incapacidade de relacionar-se com o outro e consigo mesmo.
A solidão do sentir-se só é uma das mais desestabilizante sensações humanas, precisa ser cuidadosamente assistida.
Através de uma psicoterapia, a pessoa aprende a resignificar a vida, reavaliar conceitos e preconceitos, minimizar suas próprias queixas, rever valores e sentir que a solidão não precisa ser um estado permanente de abandono.
Fragmentos do excelente artigo publicado no Jornal Posto Seis - Edição Março/2010 - por Angela Corrêa (Psicóloga)
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